o convite para Oficina de Contação de História do Giuliano Tierno (http://www.giulianotierno.com/) voou pelo espaço virtual até cair na minha caixinha de correio…resposta de oração dá um jeito de nos encontrar! e a oficina aconteceu quinta, sexta e sábado dessa semana que passou .Minha contadora de histórias idealizada sempre foi uma velhinha gordinha que ama conversar e ninguém cansa de escutar. Mas confesso que quando vi uma dessas contadoras modernas, cheias de aparatos criativos e habilidade incrível para transformar corda em cavalo, sapato em telefone e um cano em tempestade, fiquei admirada…e pensei, quero aprender a fazer esse negócio.
Bom, já descobri que não é tão simples assim, como “querer é poder”…tem que ter prática, disciplina e, principalmente, dedicação.
Durante esses mesmos dias de oficina, li um livretinho do Rubem Alves que falava da Escola da Ponte, em Portugal. Fiquei completamente apaixonada. Uma porque minha experiência escolar foi algo drástico como o milagre que transformou água em vinho, só que o inverso. O vinho maravilhoso e saboroso que eu era se transformou numa aluna água-morna, daquelas que os professores têm vontade de vomitar.
Mas lendo o Rubem Alves, descobri minha redenção…Se eu pudesse ter escolhido o que gostaria de aprender, talvez tivesse tido menos aversão ao sistema de ensino. Talvez, seria uma outra história.
Agora, me deparo com essas questões, só que do lado de cá da lista de chamada… Como tornar um assunto atraente para uma criança? Como despertar nela o desejo de aprender?
Sei que em um dos meus momentos de tensão, gritei com as crianças da minha sala dizendo “isso aqui não é escola!! vocês não são obrigados a aparecer! quem não quer aprender, não tem problema! basta não aparecer!” Pensei que dava a eles a liberdade que eu não tive. Escolher se quer ou não aprender. No domingo seguinte, estavam todos de volta, e foi a melhor aula que tivemos!
Aí, conversando com a Denise, professora nata e na ativa, ela me acalmou dizendo que o que estava me atrapalhando a perceber que as crianças estavam aprendendo era minha ansiedade. Que o aprendizado não é algo sempre visto a olho nu e que eu deveria ter mais paciência.
A tia Dê é realmente muito sábia…e sabe esperar. Eu ainda estou aprendendo a ensinar e a esperar o aprendizado.