semana passada estive no Itau Cultural participando de numa oficina de contação de histórias para crianças, seguida de uma palestra sobre Histórias e Educação. Fiquei apavorada com a notícia de que muitas crianças com dificuldade para aprender têm sido medicadas em nossos hospitais públicos. sem querer fazer julgamento e condenação, é mais fácil mesmo lembrar de dar um comprimido que se esforçar para tentar fazer a criança aprender.
claro que existem casos e casos. mas não pode ser normal tanta criança sendo medicada por aí…tem muita aula chata, isso sim. e é por esse medo de dar uma aula chata que eu me desdobro e dobro de novo até conseguir fazer com que as crianças aprendam. mais que isso, que elas queiram aprender. tenham vontade, desejem saber.
quando comecei com o livro “Caminho errado, Jonas!” (Ed. Preceito), pensei que ia ser moleza…há anos eu dava aulas para adultos e achava que o desafio era o mesmo. nem preciso dizer o quanto estava enganada. para fazê-los completar uma página de exercícios de compreensão do texto, levava pelo menos uma aula, muitos “por favor, gente” e “silêêêncio!” e uma professora quase desanimada no final…
assim, comecei a intercalar as atividades com o livro com jogos teatrais. que alívio constatar que, a despeito das aparências, todas as crianças, e principalmente aquelas que demostravam menos interesse nas atividades de leitura e escrita, sabiam muito bem a história e seus detalhes mais importantes.
quando a classe tá uma bagunça, eu brinco com eles que vou estar velhinha banguela de bengala, e eles adultos com filhos, até que a gente termine a história do Jonas! mas ritmo é assunto pra outra história.
sei que nesses mais de 3 meses de estudo dessa história, mesmo ainda não tendo saído do primeiro capítulo, aprendemos juntos tantas maravilhas a respeito de Deus, que dá vontade de nunca mais sair desse livro.
mais uma vez, obrigada, Cristina! e mesmo tendo esperado tão pouquinho, ja vejo alguns deliciosos frutos…semana passada completamos de uma só vez 3 páginas de atividades!