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faz muuuuito tempo que não escrevo e não é por falta de novidade não! O projeto peregrino é agora uma ONG e ha 3 meses passamos a atender as crianças durante a semana, com aulas de reforço escolar, música, artes plástica e, claro, esportes.

Ja dá pra notar o quanto elas estão se desenvolvendo e é maravilhoso ver resultado em tão pouco tempo.

Agora é correr atrás de gente que se envolva no trabalho (e dá trabalho, viu?!), voluntários de tempo e dinheiro e oração!

Sabemos que para as obras de Deus não faltam os recursos de Deus e ja entendemos que é um verdadeiro privilégio fazer parte dessa obra!

Se quiser se juntar a nós, ou pelo menos fazer uma visita (sabemos que o amor que essas crianças despertam em nós é irresistível!), entre em contato com Denise (denisecnogueira@ig.com.br) e Patricia (ppcroitor@gmail.com).

Com grande alegria e amor em Cristo,

peregrino

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feira da Ibab

neste sábado agora vai rolar a feira de produtos e serviços da Ibab.

O projeto vai expor suas artes e artesanatos, e às 18h, o Roberto Diamanso apresentará músicas do seu album “Plante-se e habite-se”.

 mais informações: http://www.ibab.com.br/feira/index.html

semana passada estive no Itau Cultural participando de numa oficina de contação de histórias para crianças, seguida de uma palestra sobre Histórias e Educação. Fiquei apavorada com a notícia de que muitas crianças com dificuldade para aprender têm sido medicadas em nossos hospitais públicos. sem querer fazer julgamento e condenação, é mais fácil mesmo lembrar de dar um comprimido que se esforçar para tentar fazer a criança aprender.

claro que existem casos e casos. mas não pode ser normal tanta criança sendo medicada por aí…tem muita aula chata, isso sim. e é por esse medo de dar uma aula chata que eu me desdobro e dobro de novo até conseguir fazer com que as crianças aprendam. mais que isso, que elas queiram aprender. tenham vontade, desejem saber.

quando comecei com o livro “Caminho errado, Jonas!” (Ed. Preceito), pensei que ia ser moleza…há anos eu dava aulas para adultos e achava que o desafio era o mesmo. nem preciso dizer o quanto estava enganada. para fazê-los completar uma página de exercícios de compreensão do texto, levava pelo menos uma aula, muitos “por favor, gente” e “silêêêncio!” e uma professora quase desanimada no final…

assim, comecei a intercalar as atividades com o livro com jogos teatrais. que alívio constatar que, a despeito das aparências, todas as crianças, e principalmente aquelas que demostravam menos interesse nas atividades de leitura e escrita, sabiam muito bem a história e seus detalhes mais importantes.

quando a classe tá uma bagunça, eu brinco com eles que vou estar velhinha banguela de bengala, e eles adultos com filhos, até que a gente termine a história do Jonas! mas ritmo é assunto pra outra história.

sei que nesses mais de 3 meses de estudo dessa história, mesmo ainda não tendo saído do primeiro capítulo, aprendemos juntos tantas maravilhas a respeito de Deus, que dá vontade de nunca mais sair desse livro.

mais uma vez, obrigada, Cristina! e mesmo tendo esperado tão pouquinho, ja vejo alguns deliciosos frutos…semana passada completamos de uma só vez 3 páginas de atividades!

acabamos de voltar de uma manhã quentíssima de dia das Crianças e, embora exausta, queria escrever enquanto ainda estivesse quente esse dia tão feliz.

Desde Junho, quando participei do curso aberto de recreação e evangelismo com o Ricco, eu queria muito que a Expedição Mochila (www.expedicaomochila.com.br) fosse brincar conosco la no Cabuçu. E justo no dia das crianças, meu sonho se realizou.

 chegamos as 9:00 em ponto, e contrariando minhas expectativas, todas as crianças ja nos esperavam. nada de dormir até tarde no feriado! o sol ja começava a prometer o dia quente que teríamos pela frente.

 começamos com nosso tradicional café da manhã e fomos direto para a quadra fazer o que toda criança tem o direito de fazer: BRINCAR! melhor ainda se for com um “missionário louco” (palavras da própria esposa!) e sua doce esposa Larissa e o neném que ninguem ainda sabe como chama!

na quadra a poeira agarrava na roupa toda vez que tínhamos que sentar para ouvir a explicação da nova brincadeira…me senti no sertão, mas as crianças pareciam não se incomodar tanto.

depois das dez, fomos para um lugar coberto e passamos ali o resto da manhã em gincanas, brincadeiras, risadas…isso pra mim é comunhão. como orou o Ricco no início do dia, meu desejo é que essas crianças sejam cada vez mais amigas umas das outras, até perceberem que são, na verdade, da mesma família, que são irmãos em Cristo e que devem cuidar um do outro.

depois de tanta brincadeira, ainda tiveram atenção para ouvir a linda história das Três Árvores, e mais uma vez ouviram que o único caminho que nos leva de volta ao Pai é Jesus.

no final, antes do almoço, bolo de chocolate, pão doce, pirulito e bala. e o Ito, enquanto distribuia os doces, recomendava: não esqueçam de escovar os dentes depois, hein?

mas hoje é dia das crianças, pode comer doce antes do almoço e nem precisa escovar os dentes!

para ver as fotos, acesse: http://www.kodakgallery.com/I.jsp?c=yzncgqe.2lwxxazy&x=0&y=-bh7q8g

APEC® no Cabuçu

Semana passada tivemos a visita do pessoal da APEC® – Aliança Pró-Evangelização de Crianças (www.apec.com.br) la na nossa igreja.

 As crianças espiavam curiosas enquanto o Jorge, a Flavia, a Eliana e o Paulo transformavam a kombi em um palco, com microfone e tudo!

 a programação atravessou a tarde quente do domingo e algumas outras crianças, convidadas por nossos meninos, se juntaram ao grupo para cantar, ouvir histórias e assistir ao teatro de bonecos.

depois, tomamos um lanche juntos e ainda ganhamos pirulito.

 mas o legal foi ver que, mesmo com recursos quase não utilizados hoje em dia, como flanelógrafos e cartazes, além dos corinhos do tempo da minha infância, quando o assunto é Jesus, não precisamos de tanto aparato.

nosso Senhor é tão maravilhoso e incrível e seus atos são tão incrivelmente maravilhosos que a imaginação quase não dá conta, e só nos resta mesmo ouvir atentos aos tios da APEC® nos lembrando de Seus milagres e de Seu amor.

em uma época em que chamamos nossas crianças de “midiáticas” e acreditamos que precisamos competir com o “mundo” para ganhar a atenção dos pequenos, foi delicioso ver todos sentadinhos, olhando para o flanelógrafo com a mesma atenção que a gente pensa que eles só dão para a televisão.

no último domingo oramos pelos missionários da APEC® agradecendo a Deus por dar a eles forças e ânimo de pegar as três estradas que levam ao Cabuçu. que seja a primeira de muitas visitas!

muito obrigada! 1348302-large3.jpg

Há tempos que pretendo dar uma satisfação sobre as doações que temos recebido mensalmente e o destino que temos dado a elas.

Então lá vai.

Desde Junho/2007 já recebemos doação de roupas e sandálias, compramos uma quadriliche (beliche para quatro, e finalmente alojamos melhor as 6 crianças que se amontoavam em 2 colchões); atendimento médico classe A com retorno e remédios incluídos e material de estudo bíblico indutivo para 30 crianças. Ainda, recebemos mensalmente R$350,00 (trezentos e cinqüenta reais), 3 cestas básicas e 2 caixas de leite.

Com o dinheiro acima, compramos alimentação completa para 15 crianças (3 famílias), incluindo carnes (pois muitos estavam com enfermidades dermatológicas devido ao alto consumo de embutidos), frutas e legumes fresquinhos! Para tentar acabar com a desnutrição.

Queremos agradecer o apoio em oração de todos os que se lembram dos nossos pequeninos, e ao apoio material das seguintes pessoas:

Ana Maria Valim

Alexandre Robles e Ibab Sorocaba

Eliana e mães do Pueri Domus

Fabio Croitor

Fabio e Keila Nunes

Instituto Preceito – Cristina

Jair Croitor

Liana e Ismael Rocha

Luciana Machado

May

Neusinha Santana

Priscila Colucci

Silvia Kivitz

Dr. Valter

Vila Criar

Com amor em Cristo,

Projeto Peregrino – Cabuçu

 o convite para Oficina de Contação de História do Giuliano Tierno (http://www.giulianotierno.com/) voou pelo espaço virtual até cair na minha caixinha de correio…resposta de oração dá um jeito de nos encontrar! e a oficina aconteceu quinta, sexta e sábado dessa semana que passou .Minha contadora de histórias idealizada sempre foi uma velhinha gordinha que ama conversar e ninguém cansa de escutar. Mas confesso que quando vi uma dessas contadoras modernas, cheias de aparatos criativos e habilidade incrível para transformar corda em cavalo, sapato em telefone e um cano em tempestade, fiquei admirada…e pensei, quero aprender a fazer esse negócio.

Bom, já descobri que não é tão simples assim, como “querer é poder”…tem que ter prática, disciplina e, principalmente, dedicação.

Durante esses mesmos dias de oficina, li um livretinho do Rubem Alves que falava da Escola da Ponte, em Portugal. Fiquei completamente apaixonada. Uma porque minha experiência escolar foi algo drástico como o milagre que transformou água em vinho, só que o inverso. O vinho maravilhoso e saboroso que eu era se transformou numa aluna água-morna, daquelas que os professores têm vontade de vomitar.

Mas lendo o Rubem Alves, descobri minha redenção…Se eu pudesse ter escolhido o que gostaria de aprender, talvez tivesse tido menos aversão ao sistema de ensino. Talvez, seria uma outra história.

Agora, me deparo com essas questões, só que do lado de cá da lista de chamada… Como tornar um assunto atraente para uma criança? Como despertar nela o desejo de aprender?

Sei que em um dos meus momentos de tensão, gritei com as crianças da minha sala dizendo “isso aqui não é escola!! vocês não são obrigados a aparecer! quem não quer aprender, não tem problema! basta não aparecer!” Pensei que dava a eles a liberdade que eu não tive. Escolher se quer ou não aprender. No domingo seguinte, estavam todos de volta, e foi a melhor aula que tivemos!

Aí, conversando com a Denise, professora nata e na ativa, ela me acalmou dizendo que o que estava me atrapalhando a perceber que as crianças estavam aprendendo era minha ansiedade. Que o aprendizado não é algo sempre visto a olho nu e que eu deveria ter mais paciência.

A tia Dê é realmente muito sábia…e sabe esperar. Eu ainda estou aprendendo a ensinar e a esperar o aprendizado.